quarta-feira, 14 de novembro de 2007

RODA OU ENGRENAGEM? EM QUAL VOCÊ SE ENQUADRA?

A RODA E A ENGRENAGEM

A roda pode se movimentar sem ajuda.
A engrenagem necessita seu par (ou mais).
Enquanto a roda gira sozinha
E sozinha pode fazer o mundo girar
A engrenagem se apóia,
Ou se esforça para apoiar,
Gira o “outro”
E pode fazer o Universo se transformar.

As imperfeições da engrenagem
Se tornam perfeitas na adaptação.
Se há uma perfeita acoplagem
Entre o que ressalta e o que não,
É necessário que se "casem"
Para chegar à perfeição.

Se gira a roda tão só
Girar a engrenagem é que não.
Entretanto quando giram as engrenagens
Movem um eixo em qualquer direção.
As maiores podem levar mensagens,
As menores potência dão.
E até giram rodas as engrenagens,
O contrário é que não.

Há pessoas-engrenagem
Que necessitam seu par para por em marcha a vida.
Há pessoas-roda
Que caminham sós e ainda assim se realizam.
Qual das duas têm uma vida melhor?
Quem sabe...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

DA SÉRIE GRANDES HERÓIS: A MULHER-CEBOLA

A MULHER-CEBOLA


Não sabe quando foi a primeira vez
Que colocou uma capa
Essa mulher.

Mas sabe que funciona como escudo,
Contra todos,
Contra tudo.
Sabe que a cada nova sensação
Utiliza como proteção
Uma nova capa.
A cada nova ferida
Não se dá por vencida
E coloca outra capa.
E, se o ferimento se renova
Não é a mesma capa que prova
E sim uma nova capa.

A cada capa que arranca
Outra capa aparece
Ao se despir essa mulher.

Chorar não é questão de mostrar-se
Talvez nem por desejo seja.
Talvez só seja uma fase
Entre a que te fere e a que te beija.

Poucos sabem o que se passa
Ao sacar dessa mulher todas as capas.
Ao chegar ao centro e descobrir
Que já se perdeu há muito seus mapas.
Já que não há uma direção a seguir
Para chegar perto de sentir
Qual o poder que se esconde
Por debaixo dessas inúmeras capas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

QUANDO TIVER UMA FOTO COM TATI COLOCO...

TATI-BI-TATI
Para Tatiana com respeito e carinho.


Cheiro de mar,
Onda de neve.
Desde tão longe,
Pesado ou leve.
Cheiro de suor,
Vento tão breve.
Desde tão perto,
Esfria ou ferve.

Que gosto é esse?
Quem prova não esquece.
Quem já o teve
Não empresta, não cede.
Que néctar é esse?
Quem bebe não verte.
Quem nunca beijou
Não sabe o que perde.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Facundo, Aldo, Fernando e Adriana no Cangrejo Loco


PELA JANELA (ULTRA-ROMANTISMO EXPLÍCITO)


Abra a janela
E veja se não é a própria lua
Que vem despedir-se de você.
Olhe para o céu
E pergunte às estrelas
Se amanhã vão estar brilhando dessa maneira,
Já que você não mais estará por aqui.


Pergunte ao vento
Que cantigas vai entoar
Se já não serão teus cabelos que vão estar ondulando perto de mim.
Imagine um passarinho
Que já não pode voar de tão pesado,
Já que a tua leveza não embala mais meus sonhos de amor.


Imagina que sou poeta sem pluma
E você uma rima que não faz sentido.
Seríamos somente eco de nossas próprias vozes.
Seríamos somente o reflexo da felicidade que desenhamos.
Seríamos apenas passado enquanto poderíamos estar sendo!
Seríamos esta sensação de desperdício
Que experimentamos
Ao saber que uma folha de outono cai em lugares sem testemunha.


Imagina que meus lábios buscam os teus durante a noite,
Inutilmente.
E que meus olhos fechados te reconhecem
Na memória dos nossos travesseiros.
Imagina esta lágrima que está prestes a rolar
E me diga que realmente
Queres partir.

sábado, 8 de setembro de 2007

A TODAS AS MULHERES DA MINHA VIDA!!!


PERLUSTRAÇÃO



Deitada estás nua sobre a cama,
Já esquecida de qualquer ranço de moralidade.
Tua leve penugem repousa sobre poros cansados.
Deitada não percebes meus olhos atentos e perscrutadores
Que te mapeiam o corpo em suave adoração.
Deitada talvez não sintas a ardência do meu olhar
Que te percebe as formas.

Teus pés apontam na minha direção
Como os pés de uma bailarina
Flagrados em uma evolução fotográfica.
Teu tornozelo é uma breve elevação
Que prenuncia o poder de tuas canelas
Rijas e lisas...
Caminho obrigatório para o devaneio de teus joelhos impetuosos.

Tuas coxas...
Ah! Aí mora o perigo!
Tuas coxas possuem músculos definidos,
Apesar de serem roliças na pretensão.
Pieguice, sim,
Mas me lembram pilastras esculpidas em mármore,
Onde está concentrado todo o poder de sedução
De Afrodite,
De Vênus,
De Narciso,
De Onã.

Deitada conduzes meus olhos pelo abismo desenhado por tuas coxas.
Não sem antes me avizinhar de tuas ancas
Num passeio aéreo sobre os montes que formam tuas nádegas.
O vale é paradisíaco,
Dando um baile nos sentidos.
Apelo irresistível a uma queda vertiginosa,
A um mergulho quase que fatal no teu fundo,
Para sair em vôo rasante,
Contornar a montanha de tuas carnes
E se aproximar de tua selva pubiana.

Oh! Perdição das matas!
Amazona dos meus delírios!
A aspereza de teus pelos crespos
Me provocando ao contato mais que sonhado.
Flora que emoldura um tesouro inestimável;
Relva que esconde a entrada do teu Universo.
Tua vagina parece agora pálpebras que se cerraram.
Os grandes lábios se tocam como que esperando por um beijo,
Por uma língua que os afaste suavemente.
O clitóris, afundado no teu íntimo,
Guarda a sensação de um carinho inusitado.
A lembrança dos nossos líquidos misturados
Provoca mais vertigem.

Incrustado no ventre,
Teu umbigo guarda a lembrança das pérolas,
Do mesmo modo que teus seios,
Maçãs colhidas em suculenta maturação,
Seduzem pela memória do paraíso,
Pela reminiscência do Éden revivido no êxtase.
Os mamilos, que se enrijecem ao primeiro contato,
São gotas caídas da noite
Que guardam a seiva da Eternidade;
Alcaparras na aparência,
Transcendentes no sabor.
Ah! Tocá-los...
Sentir-los é mais do que se possa desejar.
Avançar meu toque pelos ombros,
Aproximar minha língua do teu queixo
E me afastar...
Te possuir novamente com os olhos;
Beber de teus lábios a saliva imaginada;
Sugar, à distância, a ponta do teu nariz;
Mordiscar o lóbulo de tuas orelhas
E escorregar a sensação de posse pelas tuas costas abaixo.
Revolver teus cabelos,
Beber teu suor,
Integrar-me à tua pele,
Branca...
Negra...
Não importa...
Te imbuir do meu ímpeto de vida
E te fazer levitar no mar de cores que é o Desejo.

Deitada...
Deitada não sabes como me acendes.
Deitada não sabes como ascendes.
Deitada transformas Tempo e Espaço,
Mudas a dimensão do Orgasmo,
Perturbas o equilíbrio da libido
E roubas o ar de quem te observa,
De cima,
Em inexorável submissão.

sábado, 25 de agosto de 2007

ENTRE SAINT-EXUPERY E STANLEY KUBRICK (em português e español)


DISTÂNCIA CÓSMICA



Daqui do meu planeta
Observo o planeta que escolheste para ser teu.
Daqui do meu planeta
Observo o teu planeta e não te vejo.
Mas sei que, daí do teu planeta,
Observas o meu.

Sei que aí no teu planeta
O dia corre como aqui no meu.
O sol se levanta e se deita
No meu planeta na mesma hora que no teu.

Sei que, quando a noite aqui se derrama,
Encobrindo todo o meu planeta,
Também se faz escuro aí no teu.
É nessa hora que sentas para contar as estrelas...
As mesmas estrelas que conto daqui do meu.

Depois de contadas todas as estrelas,
Com a certeza de que não falta nenhuma,
No teu céu que também é meu,
Deitas de frente para o Universo
E adivinhas o meu desejo,
Assim como eu adivinho o teu.




DISTANCIA COSMICA



Desde mi planeta
Observo el planeta que elegiste para ser tuyo.
Desde mi planeta
Observo tu planeta y no te veo.
Pero se que desde tu planeta observas el mío.

Se que ahí en tu planeta
Los días pasan como en el mío.
El sol desmaya y se levanta
En mi planeta en la misma hora que en el tuyo.

Yo se que cuando cae la noche
Cubriendo todo mi planeta,
También se hace oscuro en el tuyo.
Es la hora en que sientas para contar las estrellas,
Las mismas estrellas que cuento yo desde el mío.

Después de contadas todas las estrellas,
Con la certeza de que no falta ninguna,
En tu cielo que también es el mío,
Te tumbas de frente para el Universo
Y adivinas mi deseo,
Como yo adivino el tuyo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

ONDE ESTÁ TUA JUBA? OU "TINHA QUE TER UMA FOTO COM O ESTEBAN NESTE BLOG!!!


OS LEÕES QUE DEVORAM HOMENS NÃO TÊM JUBA


Será mera casualidade
A idade da loba?
Ou será boba a mulher em questão?
Se os homens que devoram homens
Estão cada dia mais calvos
Diferem os alvos, as armas é que não.


Os leões que devoram homens não têm juba.
Diz o Discovery Chanel.
Será mera coincidência
Essa incidência tão estranha?
Ou será que aquele que perde o cabelo
Mais potência ganha?


Se nada tem a ver
A juba, o cabelo e os leões
Quem há de saber
Onde estão os “senões”?
Como não se devoram homens
Com a mesma freqüência
Com que se perdem os pelos,
Porque preocupar-se
Com a juba, os leões e os cabelos?

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