terça-feira, 30 de outubro de 2018

ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro eleito. Parabéns PT!

Sim, PARABÉNS PT! Este partido criou o bolsonarianismo ao governar o país em benefício próprio durante longos 16 anos.
Diga aí professor que votou no PT: qual a sua condição antes e depois desses 16 anos? Como explicar que nestes 16 anos a educação só piorou? Como explicar que professor não tem mais voz ativa em sala de aula, não pode reprimir comportamentos indignos de alunos, não tem salário digno, não tem uma classe unida, não tem direito de escolha nem poder de barganha na hora de solicitar aumento salarial?
O PT entregará ao novo presidente um país que só regrediu em termos de educação, terminando o ano de 2018 em 66º
lugar entre 70 países analisados. No índice de bem estar termina em 38º entre 40 países (atrás inclusive da Venezuela).
A criminalidade é outro "feito considerável do governo PT. Entre 160 países analisados o Brasil ocupa a 106ª posição em segurança, ficando à frente apenas de Venezuela e Colômbia, entre os latino-americanos. No índice de assassinatos violentos consegue ainda ser o pior de todos os países analisados, além de ser considerado o pior país do mundo no que tange à corrupção e também é o país que mais mata membros das comunidades LGBT. Então não venha me dizer que o Bolsonaro vai exterminar os gays. Isto já vem acontecendo nos 16 anos do governo PT.

Como explicar que se criou o bolsa-família e não se criou condições para que o pobre deixasse de necessitar desta ajuda? Não se criaram frentes de emprego, não se proporcionou igualdade social e não se obteve qualidade de vida autossustentável.
O pobre comprou carro, televisão, casa? A custa de endividamento progressivo que colocou a corda no pescoço dos “milhares de brasileiros que saíram da pobreza”! Viveram um sonho de consumismo criticado pelos socialistas e se endividaram para sempre.
Como explicar que foi criado um sistema de cotas e não se criou um sistema de ensino equânime? O que é melhor? Entrar pra faculdade pelo sistema de cotas com um nível baixo de aprendizado ou ter um nível alto de educação para não se necessitar de cotas para as melhores universidades? Em 16 anos isso teria sido possível. Afinal não é só o negro que precisa da escola pública. Há pobres brancos, orientais, indígenas que são obrigados a frequentar a escola pública do mesmo jeito. Eu nasci pobre, sou pobre e provavelmente vou morrer pobre. Sempre estudei em escolas públicas e fui aprovado em cinco vestibulares sem necessitar de cotas para isso.
O PT criou essa intolerância generalizada que encontrou seu ápice nessas eleições. Criou uma máfia de exploração do dinheiro público como nunca se viu na história da humanidade. É verdade que eles não inventaram a corrupção, mas a aperfeiçoaram de tal forma que hoje parece religião e os que se julgam de esquerda os idolatram como semideuses, indiferentes às consequências desta bem maquiada estratégia de dar uma esmola aos pobres e roubar todo o resto para si. Pior: acreditam na boa vontade de pseudo socialistas que não renunciam ao status quo adquirido em nome desta igualdade apregoada pela esquerda. Cantores, atores, escritores falam mal do capitalismo mas obtêm recursos milionários que não distribuem entre os mais pobres e não dedicam a obras sócias.
Não contente com isso o PT ainda ressuscitou a escravidão, inculcando na cabeça dos afrodescendentes a ideia de que só conseguem ter uma vida melhor com o PT no poder. Existe maior autodiscriminação do que a frase repetida à exaustão “a casa grande pira quando a senzala se forma (ou cresce, ou vence, etc)? Sou descendente de negros e jamais me colocaria na senzala desta maneira. Hoje há tantos negros vitoriosos quanto anos atrás, mas pela própria força de vontade e capacidade, não graças ao PT.
Ainda não sei o que será este governo Bolsonaro, mas sei que ele se tornou realidade graças ao PT. Portanto parabéns!
Temos que lutar agora por duas coisas: para que a máfia do PT acabe de uma vez por todas e para que Bolsonaro faça um excelente governo e cale a boca daqueles que se julgam de esquerda e apoiam ditaduras bolivarianas; aqueles que se dizem contra a homofobia e idolatram o assassino de gays Ernesto Che Guevara; aqueles que dizem lutar pelos menos favorecidos do alto de suas coberturas, seus carros esportivos e blindados para se protegerem da violência que eles mesmos criaram; aqueles que comem caviar e acham que um pão duro na mesa do pobre é igualdade social.
Quem quiser continuar criticando e torcendo pelo fracasso da direita no poder eu tenho uma sugestão: visitem Cuba, conversem com os cidadãos na rua, comam nos restaurantes comunitários, usem os táxi da população cubana, não dos turistas. Não podem viajar a Cuba? Leiam livros como “Antes que anoiteça” e verão a realidade desta “democracia socialista”. Ahhhh... Não tentem contatar os cubanos pelas redes sociais. Quase ninguém tem acesso à Internet e os que têm estão sujeitos a vigilância da polícia política, pois ali, sim, há censura e cadeia para quem diz a verdade sobre o país.
Parabéns PT por ter fortalecido o anti-petismo ao ponto de elegermos Bolsonaro! Não era a melhor opção, mas era a opção viável.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

NO FLOW

NO FLOW
Para: MARÉ, LEVI, e seus flamejantes progenitores surfistas

Cansei de ler o mundo
Comecei a ler o mar
Aprendi que lá no fundo
O bom mesmo é cantar
Cantar pra ver o mundo
No profundo azul do mar
Cantar pra ver o mundo
No profundo azul do mar.

Maré alta, maré baixa, maré!
Onda que vai, maré que vem,
Onda que vem, maré que sai,
Vento norte, vento sul, maral, terral.
Lá vem swel, onda boa, água com sal.
Swel entrando, crista da onda, fora todo mal.
Eu to de boa,
Eu to na onda,
Eu to de maré.

Me leva, me leva, me leva,
Me leva nesta onda,
Que eu to de boa,
Eu to de maré.

Me leva, me leva, me leva
Me leva pras ondas do mar
Levi escala a onda
Que a Maré deixou passar.

Levi passou surfando
Todo o dia
Rasgada, floter, tubo,
Desce no pico, escala a espuma,
Dá um aéreo,
Radical.
Vem onda da série,
Tá maneiro,
Vai entrar swell.

O mar tá grande,
E arrasta a saia
De renda nos pés de Levi.
Vem onda grande
Sopra o maral
Cai levanta,
Beija a flor da Maré.

O surfe de Levi é pra todo dia
Se não dá onda ali
Ele surfa a maresia.
Um beija-flor beijando
A flor da Maré
É Levi pegando onda
Num lugar qualquer.

Cansei de ler o mundo
Comecei a ler o mar
Aprendi que lá no fundo
O bom mesmo é cantar
Cantar pra ver o mundo
No profundo azul do mar
Cantar pra ver o mundo
No profundo azul do mar.

Levi olhou pro mar e pensou
Tá entrando um swel
Se jogou na onda
No flow, no flow
Dá uma rasgada, cutback, mostra a quilha
No flow, no flow
Escala a onda, acelera, vai voar, vai voar
Voou!
Base trocada, goofy, regular,
360, 180, mão na borda, vai voar, vai voar
Voou!
Levi escala a onda
Lá vem tubo, acelera, base-lip,
Sumiu total!
Será que vai sair?
No flow, no flow.
Sai na baforada, emenda uma rasgada
Aéreo, finaliza.
No flow, no flow.
No flow, no flow, no flow!

Mergulhei bem lá no fundo
Descobri que sou do mar
Sou Maré eu sou do Mundo
E o meu mundo é o mar.
Sou Maré eu sou do Mundo
E o meu mundo é o mar.

domingo, 24 de dezembro de 2017

CONTO DE NATAL

O MENINO E O NATAL

O menino olhou para o papai Noel, sentado em uma poltrona enorme, no centro comercial. Seu olhar era mais de indiferença que curiosidade. O homem, mesmo notando o desinteresse do garoto, o chamou para perto.
“Não quer tirar uma foto com papai Noel?” Perguntou.
“Não!” Respondeu o menino, de forma taxativa.
“Toda criança gosta de tirar fotos com papai Noel. Posso perguntar porque você não quer?”
“Meu pai me explicou que papai Noel não existe, que esta roupa é como uma fantasia de carnaval que se usa para vender mais coisas no fim do ano e que essa história de voar em renas é invenção dos vendedores de brinquedos.
O pai observava a cena, orgulhoso dos ensinamentos dados ao filho, enquanto o papai Noel fazia uma carinha de tristeza bem teatral, mas logo abria um sorriso e trazia o menino ainda mais para perto.
“ Seu pai tem toda razão. Não há que comprar nenhum presente por obrigação, só por ser natal; não há porque dar abraços mais apertados, só por ser natal; não há que falar com os amigos, com a família, com desconhecidos, só por ser natal; não há que usar esta fantasia, só por ser natal.” Ele fez uma pausa, para constatar a cara de felicidade do pai e a mesma falta de expressão do menino, e continuou: “Entretanto, eu vejo isto tudo – abriu os braços e olhou para cima, para que pai e filho observassem a bela decoração que tinha sido colocada em volta da poltrona, com árvores enfeitadas, neve de algodão, bonecos imitando anões, renas e outros bichos – e penso que o natal foi feito também para nos lembrar que devemos fazer isso tudo, todos os dias do ano, assim todos os dias serão dias de Natal.”
O menino pareceu suavizar a expressão do rosto, enquanto o pai se aproximava, mostrando-se mais interessado na conversa do homem fantasiado.
“Agora, meu amiguinho – papai Noel pegou uma dessas bolas de vidro, com paisagem dentro, e mostrou ao garoto – Está vendo esta árvore aí dentro, esta casinha com chaminé e esta neve no chão?”
“Sim.”
Papai Noel agitou a esfera e as bolinhas de isopor flutuaram e começaram a cair novamente sobre a árvore e a casinha.
“Agora, se fechar os olhos e desejar com todas as suas forças que o natal seja de verdade, verá o papai Noel verdadeiro chegando nesta casinha para deixar seu presente.”
O menino fechou os olhos com força e os abriu depois de alguns segundos. Ficou maravilhado com o que viu. Um pequeno trenó realmente voava entre os flocos de neve e deixava cair uma caixinha pela chaminé da casa. Olhou então para o bom velhinho e pensou que agora sua barba era real, que as bochechas rosadas eram por causa da neve que começou a cair sobre o cenário do centro comercial e que as renas que pastavam em volta o observavam.
O papai Noel sorriu e abriu a mão esquerda, mostrando que ali escondia uma pequena caixa de presente, bem parecida com aquela que o papai Noel da esfera de vidro tinha deixado cair pela chaminé. Ele entregou o presente ao menino.
“Feliz Natal, meu amiguinho!”
O menino, com um largo sorriso, se lançou ao pescoço do bom velhinho, abraçou-o com força e finalmente descobriu a magia do Natal. O pai, sem outra alternativa, também sorriu e bateu uma foto, registrando aquele momento e prometendo que nunca mais diria ao filho que Natal não existe.
FELIZ NATAL A TODOS.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CORAL É VIDA

CORAL É VIDA!


Não pise nos corais!
Eles são um presente da natureza.
São seres vivos e frágeis.
Respeite-os e apenas admire sua beleza.

Não pise nos corais!
Eles parecem pedra, mas não são.
São sensíveis como qualquer ser vivo
E sofrem se você lhes põe a mão.

Tocar nos corais é como
Ferir o coração do oceano.
Respeitá-los é uma obrigação
De todo aquele que se diz “humano”!



sábado, 11 de novembro de 2017

RETRATO FALADO - CATHARINA SULEIMAN

AS ASAS E A RUIVA
Para: Catharina Suleiman

A maré ruiva se agiganta
Não deixa nada impune
Quem quiser que se faça imune
Ao mar vermelho que se agranda.

Pelos, peles, poros, penas...
Fato é que tudo se consuma
Tudo foge, aparece, se esfuma
Enquanto asas são asas apenas.

Mas asas, meu amigo, nunca são asas apenas!


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

RETRATO FALADO - DONA NINA

SIMPLESMENTE NINA

(Para dona Salvelina Martins Airozo)

Quer saber o que me ixtarra seu tanso?
É balico se fazendo de manso.
E se me agarrota a paciência
Mando tudo quanto é ciência
Pro tacho fundo do ranço.

Quer saber o que me intizica?
Babaovo de mamica.
Mas mofa a pomba na balaia
Quem de falatório me faz tocaia
E perde a vida com bobiça.

Meu querido, não me afronte,
Pois viço de guria tenho de monte.
Dijahoje fui na praia,
O mar arredou sua saia,
Reverenciando esta menina
Que será para sempre,
E simplesmente, NINA.


domingo, 24 de setembro de 2017

RETRATO FALADO - DANI CASAQUI

DANI-SE
(Para: Dani Casaqui – Manga-Rosa)

Menina danada!
Diz que dá, mas não dá nada!
O pau que dá em doido
Dá em doido, dá em doido, DÁ EM DOIDO!
A menina danada não dá nada!
Mas é um doce a menina danada.
Seu olhar é um doce;
Seu sorriso é um doce;
Qualquer gesto seu?
É um doce!
Mas mexe com ela, mexe!
Rapadura também é doce,
Mas, tal e qual a menina danada...
É mole? É nada!
Pinta o cabelo, chupa manga de lambuzar,
Bebe mel de cacau de empanturrar,
Pé no chão, cabeça nas nuvens, língua na boca,
Na sua, na tua, nenhuma.
Danada-menina-danada!
Daninha menina?
Que nada!

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