segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

LA MUJER PINTADA


LA MUJER PINTADA
Para: Adriana Sans



Yo conozco una mujer toda pintada.
Tiene el pelo pintado de voluptuosidad…
Están sueltos, lisos e invitan a un zambullo de dedos nada mas os ver.


Tiene los ojos pintados de estrellas…
De brillo intenso y vivaz, revelan un profundo deseo de ser feliz.
Tiene los labios pintados de malicia…
No una malicia vulgar y de fácil percepción
Pero una malicia elegante y exigente que se muestra solamente a algunos especiales.


Tiene, todavía, toda la piel pintada de naturaleza…
Tiene la frescura de la relva al amanecer,
La humedad del alba,
El misterio de la noche cuando cae
Y el brillo de todos los astros que se dejan ver en el cielo de invierno de las pequeñas aldeas.


Tiene la sonrisa del ayer y del mañana…
El momento presente es solamente una determinación a ser vivida,
Esto si, con intensidad y sin moderación.


No hace promesas,
¡Las provoca!
No pide nada,
¡Exige!
No hace preguntas,
Simplemente decide.


Es mujer,
Es crianza,
Animal y objeto…
Y tiene el cuerpo y el alma
Pintados de esperanza.

A MULHER PINTADA


A MULHER PINTADA
Para: Adriana Sans



Eu conheço uma mulher toda pintada.

Tem os cabelos pintados de volúpia...
São soltos, lisos e convidam a um mergulho de dedos nada mais os ver.

Tem os olhos pintados de estrelas...
De brilho intenso e vivaz, revelam uma incrível vontade de ser feliz.
Tem os lábios pintados de malícia...
Não uma malícia vulgar e de fácil percepção,
Mas uma malícia elegante, exigente que se mostra apenas a alguns especiais.

Tem, ainda, toda a pele pintada de natureza.
Tem o frescor da relva ao amanhecer,
A umidade da alvorada,
O mistério da noite que cai
E o brilho de todos os astros visíveis num céu invernal do interior.

Tem o sorriso do ontem e do amanhã.
O presente é apenas uma determinação a ser vivida com intensidade e sem moderação.
Não faz promessas, provoca-as!
Não faz pedidos, exige!
Não pergunta, simplesmente decide!
É mulher...
É criança... animal e coisa.
E está, de corpo e alma, pintada de esperança.

MIS SECRETOS AL VIENTO


Despues de mucho tiempo vuelvo a publicar para explicarles lo de mi viaje a Madrid y lo del premio Narrativagay.
Para mi ha sido toda una sorpresa la indicacion a los premios por una serie de razones.
Por ser un brasileño escribiendo en español.
Por ser un auténtico desconocido literariamente hablando.
Por mi novela contar una historia ajena a lo que se lee en lo que se define erroneamente como "literatura gay", por no tener nada de erotica, por no hablar sobre prejuicios, traumas de aceptacion, etc.
Me ha sorprendido la indicacion de "Cruising" porque no la había leído y pensé tratarse de una novela erótica. Al leerla realmente me di cuenta de que es más romántica que erótica, aunque su lectura sea un infindable relato de situaciones sexuales con testosterona a rabiar por cada una de sus casi 300 páginas. Pero en el fondo es una novela muy sensible y eso al final me gusta más que las descriciones de las miles de relaciones sexuales de su protagonista.
Bueno... Creo que ya me he extendido demasiado y no sé si a todos les gusta leer demasiado en un blog. Yo confieso que tengo pereza...
Finalmente debo agradecer a Narrativagay.com por esa experiencia, por la indicacion de mi novela (que acabó en el segundo puesto con una votacion más expresiva de lo que esperaba) y por apoyar a la literatura en un momento dificil para todos nosotros, en especial a quien se dedica a escribir como Javier Sedano, Martin Lobo, Javi Cuho, Susana Hernandez, Frederic Mayol y tantos otros como yo que no tienen patrocinio y no son famosos para vender una fábula en todo el mundo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

AMOR = SAUDADE...


Hoje é dia 31 de agosto e alguém muito especial está completando 53 anos de existência.
Nem toda essa existência foi passada aqui, mas grande parte sim.
Sei que ele aprendeu muita coisa nessa fase que compartiu sua vida com a gente e sei que estará evoluindo mais e mais a cada minuto nessa nova dimensão.
Eu também aprendi muito com ele, principalmente a amar e ser amado, independente dos defeitos e acima das virtudes, já que é muito fácil amar a quem só sabe nos dizer sim e que nunca tem que nos pedir perdão. Importante mesmo é amar àquele que nos pega no pé, nos enfrenta e nos diz que estamos errados, mesmo quando a sua verdade não é a mesma que a nossa.
Quem ama sim que pede perdão. Quem ama sim que erra. Quem ama briga. Quem ama discute e quem ama pede perdão e é perdoado.
Por isso hoje eu te peço perdão, Jair. Não pelas coisas que te fiz ou que você me fez. Mas sim pelas que deixei de fazer. Pelos abraços que não te dei, pelas vezes em que não me retratei por um erro cometido, pelas vezes em que não te pedi perdão e, principalmente, pelas vezes em que nao te disse "eu te amo", apesar de que você sempre soube desse amor imenso, maior que a própria vida ou o conceito de morte que muitos podem ter e que te dediquei durante esses 22 anos que compartimos nossa existência nesse mundo.
Há uma coisa que nao morre nunca... ou duas...
O amor e a saudade imensa que sinto da tua risada, da tua música, dos teus reproches... de você...
Ou será que amor e saudade agora já são a mesma coisa?
Até sempre, amado meu.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

DE LA SERIE GRANDES HEROES: LA MUJER CEBOLLA



LA MUJER CEBOLLA



No sabe cuándo fue la primera vez

Que se puso una capa
Esa mujer.


Pero sabe que es como un escudo
Contra todos,
Contra el mundo.
Sabe que a cada nueva sensación
Utiliza como protección
Una nueva capa.
A cada nueva herida
No se da por vencida
Y se pone otra capa.
Y, si el golpe se renueva
No es la misma capa que prueba
Pero si una nueva capa.

A cada capa que arranca
Otra capa aparece
Al desnudarse esa mujer.

Llorar no es cuestión de exhibirse
Quizás ni por deseo sea.
Quizás sólo sea un espacio
Entre la que te hiere e la que te besa.

Pocos saben que se pasa
Al sacar de esa mujer todas las capas.
Al llegar al centro y descubrir
Que ya se perdió hace mucho sus mapas.
Como no hay una dirección que seguir
Para llegar cerca de sentir
Que poder se esconde
Por debajo de sus inúmeras capas.

domingo, 6 de junho de 2010

A MULHER ADRENALINA

DA SÉRIE GRANDES HERÓIS: A MULHER ADRENALINA

Ela talvez seja menos mulher e mais menina.
Talvez seja tão forte que assusta
Ou tão frágil que atrai um olhar de desatino.
Mas não importa esse jeito de menino.
Nem esse não que a tudo frustra
Já que ela é pura adrenalina.

Pode ser Cleuza,
Pode ser Dulce
Ou qualquer flor.
Pode ser Rosa, Margarida ou Messalina.
O que importa é não perder o sentido
Nos sentidos
Da mulher adrenalina.

Pode ser dançarina,
Pode ser santa
Ao mesmo tempo que perdida.
Mas se tocas sua ferida,
Não importa a dor que seja tanta,
Te mostrará toda sua adrenalina.


Sim, sim, é essa a mulher
Que povoa teus sonhos
E também teus pesadelos
Quando a noite descortina.
Mas desperta e abre os olhos
Ou talvez o coração
Prá beber toda essa adrenalina.

domingo, 23 de maio de 2010

SEGUNDA ENTREVISTA

Meus queridos.
Respondi a essa entrevista em um momento complicado.
Prestes a trazer as cinzas de Jair para o Brasil e com o coração tão apertado que era difícil conter as emoções em muitos momentos.
Nao poderia deixar de citar meu amado nessa altura e aproveitei a chance dada pela revista de incluir uma pergunta relativa a ele.
Espero que vocês gostem da entrevista e que entendam todo esse meu amor e minha dedicação em manter sua memória viva.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

CAUCE SECO


CAUCE

Que me sequen las lágrimas
No significa que ya no llore.
El dolor va por dentro
Como las venas de oro
Bajo la superficie de la tierra.
El cauce seco de los ríos
Siempre guardara recuerdos del agua.
Mis ojos cansados
Esperan quizás una lluvia
O el destello de tu mirada.
Ya no lloro,
Es verdad.
Pero busco llenarme de tu sonrisa
Como las bolsas
En la cabeza de una víbora
Lista para el bote.

terça-feira, 13 de abril de 2010

PARIS, ABRIL, 2010


Antes de mais nada, quero deixar bem claro que não quero transformar o Jair Panziera em um objeto de culto.
Em seguida gostaria de pedir que só vissem as fotos do link associado a essa postagem depois de ler esse texto. Se já viu as fotos faça um esforço e leia também o texto.
Acho que tudo o que estou passando é um ritual que devo cumprir mais em função do que eu creio que seja uma forma de me adaptar a essa nova situação sem a presença física da pessoa que mais amei na vida e, com certeza, será meu grande amor nessa e em todas as vidas em que eu possa vir a viver.
O grande primeiro passo para aceitar essa separação foi a cerimônia ecumênica antes de que seu corpo fosse cremado.
Eu pensei, então, que o próximo passo seria levar suas cinzas ao Brasil, como ele me pediu há algum tempo, para depositá-las na tumba de seus pais em Mogi Guaçu.
Acontece que me parecia ter um intervalo muito grande (mais de um mês) entre uma circunstância e outra. E acabei decidindo-me a ir a Paris porque era uma das cidades sempre citadas por Jair quando lhe perguntava para onde gostaria de viajar.
Quando estivemos em Paris em 1993 deixamos pendente uma visita ao cemitério de Pere Lachaise, onde descansam os restos de Allan Kardec, Edith Piaf, Maria Calas e do casal de amantes Abelard e Heloise.
Ocorreu-me levar um punhado das cinzas do Jair ao túmulo de Abelard e Heloise por uma razão que talvez só tenha sentido para mim e que gostaria de explicar a quem tenha paciência, e tempo, para ler essas palavras.
Essas duas pessoas viveram durante a construção da catedral de Notre Dame, sendo que Abelard era professor de teologia, com voto de castidade incluído, e Heloise era órfã, sendo que sua guarda foi dada a um tio clérigo que queria casá-la com algum outro rico que pudesse pagar-lhe um dote que o fizesse ainda mais rico.
Claro que Abelard e Heloise se conhecem, apaixonam-se e, com a consumação desse amor, ela fica grávida, tendo um filho chamado Astrolábio.
Depois de muitas idas e vindas casaram-se a escondidas, mas acabam sendo separados a força e Abelard é castrado a mando da igreja.
Os dois acabaram dedicando-se a obras relacionadas com a igreja católica, e só se reuniram após a morte no sepulcro de Pere Lachaise.
Para conhecer melhor a história melhor assistir ao filme (maravilhoso) “Em nome de Deus”.
O túmulo onde ambos descansam é um lugar, mágico segundo alguns, para onde se dirigem enamorados de todo o mundo no dia de São Valentim (dia dos namorados em muitos países) para declararem seu amor ou para reforçarem a promessa de amor eterno.
Foi por essa razão que resolvi deixar ali um pouco das cinzas do meu querido Jair Panziera. Principalmente por ser um lugar repleto de energia positiva e onde as pessoas comparecem principalmente por amor e não por outro sentimento menos nobre.
Pois, cumprido esse compromisso comigo mesmo, acompanhado de Manoel, outro grande amigo do Jair, partimos para cumprir a outra parte de nosso (meu) compromisso: visitar os túmulos de Edith Piaf, Maria Calas e Allan Kardec.
Acabamos passando o túmulo de Edith Piaf por ser muito discreto ou por alguma obra insondável do destino.
Chegamos a um túmulo rodeado de pessoas com mais de 70 anos e acabamos nos informando que estavam celebrando uma cerimônia por ser dia 11 de abril, o dia em que as tropas americanas liberaram os sobreviventes do campo de concentração de Buchenwald e o homem que nos respondia era um sobrevivente desse campo.
Foi emocionante ouvir seu relato, e muito triste saber que quando foi liberado pesando apenas 29 quilos, mas que seguia vivo (com 85 anos) e não queria que o mundo se esquecesse da barbárie a que foram submetidos ele e muitos de seus familiares e amigos.
Foi impossível conter a emoção, principalmente quando ele aceitou posar para umas fotos comigo e me surpreendeu apertando minha mão esquerda com força, enquanto sua esposa me segurava a direita.
Era como se esse aperto de mão me transmitisse a paz que eu necessitava, a esperança que buscava e a confiança de que estava no caminho certo.
Poucas vezes na vida senti uma emoção tão forte, tão pungente e tão cheia de significado como nesse momento registrado na foto.
Claro que acabamos visitando o túmulo (bem discreto) de Edith Piaf, o nicho onde descansam as cinzas de Maria Calas e o sepulcro tão carregado de energia e amor de Allan Kardec, que era um dos poucos repleto de flores (Manoel me explicou que todos os dias do ano alguém deposita flores no túmulo do fundador do espiritismo).
Mas o momento com o sobrevivente de Buchenwald já tomava conta de todos os meus sentimentos e senti como se aquele fosse realmente o objetivo de minha viagem à França: saber que há dores que parecem insuperáveis, mas que devem ser deixadas a um lado para seguir nesse caminho que nos foi destinado.
Jair esteve presente em minha vida durante 22 anos e sua lembrança estará sempre em meu coração (mais que em minha mente).
Não quero e não vou esquecê-lo. Vou amá-lo enquanto viva, mas sei que devo passar a viver o resto da minha vida sem sua presença física.
Esse ritual, não de despedida, mas de “acostumar-se”, devo cumprir não por ele, mas por mim e por aqueles que queiram estar presentes, ao menos em pensamento, nesse processo.
A princípios de maio irei ao Brasil com o resto das cinzas de Jair para deixá-las na companhia dos restos mortais de seus pais no cemitério de Mogi-Guaçu, São Paulo, Brasil.
Será outra etapa dessa fase de minha vida...
Mas ainda tenho pendente uma viagem aos jardins de Keukenhof, na Holanda, outro lugar que Jair queria visitar.
Será que devo reservar um pouco de suas cinzas para colocar num desses jardins?
Quem sabe...

sexta-feira, 12 de março de 2010

DE MARES Y OCEANOS

Mi destino de ola
Me llevó a conocer muchas playas.
Pero ha sido tu voz de mar
Que me contó secretos de océano.

Jamás sentiré otra vez en la boca
Tus besos de caracoles
O tú saliva de ostra
Pero no me olvidaré nunca del sentido
De tus cariños,
Ni tampoco de la fuerza de tus aguas
Arrastrándome mar adentro
Para devolverme a las rocas
Con la sensación del naufrago
Que sólo busca por tus brazos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TU SONRISA

Siempre que me sonríes,

Yo pienso que es una promesa.

Pero, cuando me voy y tu solo me dices “adiós”

Yo me hundo en un mar de tristeza y desesperación

Del que salgo sólo cuando me acuerdo de tu sonrisa

Y pienso que todavía eres una promesa.

SECRETOS AL VIENTO

Odisea Literario

'Secretos al viento', de M. de Lima Keines, nueva obra gay

03/02/2010 13:03:15

'Secretos al viento' es una historia sumamente emotiva, narrada con extrema sencillez y cargada de un apabullante sentimiento, que nos presenta el autor brasileño Mario de Lima. Los personajes de la novela deberán afrontar duros retos por amor que les llevarán a tomar decisiones que nunca antes se habían planteado. ¿Hasta dónde serías capaz tú de llegar por amor?

Mario de Lima Keines (São Bernardo do Campo, Brasil, 1960) ha encontrado en la literatura un placentero refugio, él mismo se autodefine como un ‘escritor por placer’, compartiendo sus inquietudes e intereses en su blog, 'Eu leio Mario de Lima'. Con 'Secretos al viento', Mario se estrena en la literatura en castellano tras recibir excelentes críticas por 'Com os pés na agua', editado en 2008 en su Brasil natal.

El mismo instante en que se conocen Mario y Josep se enamoran perdidamente. Las calles de Barcelona y los pueblos pirenaicos del Valle del Bohí en Lleida son testigos de su profundo amor y del angustioso secreto que Josep calla. Secreto que pondrá entre las cuerdas la relación entre ambos y desvelará el terrible y traumático pasado de Roser, madre de Josep, lleno de sinsabores y marcado por un destino fatal

Juntos, Mario y Josep, deberán hacer frente a todas las adversidades que el destino les ha guardado, pero también sabrán aprovechar los pequeños placeres y las oportunidades que la vida les ofrece hasta el último momento que compartan juntos.

“Los secretos, las palabras dichas y principalmente las que jamás han sido pronunciadas, han pasado a tener un peso muchas veces demasiado difícil de soportar". “Para evitar que se conozcan los secretos, lo mejor es contárselos al viento, él se encargará de revelarlos en el mejor momento.”

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