TATI-BI-TATI
Para Tatiana com respeito e carinho.
Cheiro de mar,
Onda de neve.
Desde tão longe,
Pesado ou leve.
Cheiro de suor,
Vento tão breve.
Desde tão perto,
Esfria ou ferve.
Que gosto é esse?
Quem prova não esquece.
Quem já o teve
Não empresta, não cede.
Que néctar é esse?
Quem bebe não verte.
Quem nunca beijou
Não sabe o que perde.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Facundo, Aldo, Fernando e Adriana no Cangrejo Loco
PELA JANELA (ULTRA-ROMANTISMO EXPLÍCITO)
Abra a janela
E veja se não é a própria lua
Que vem despedir-se de você.
Olhe para o céu
E pergunte às estrelas
Se amanhã vão estar brilhando dessa maneira,
Já que você não mais estará por aqui.
Pergunte ao vento
Que cantigas vai entoar
Se já não serão teus cabelos que vão estar ondulando perto de mim.
Imagine um passarinho
Que já não pode voar de tão pesado,
Já que a tua leveza não embala mais meus sonhos de amor.
Imagina que sou poeta sem pluma
E você uma rima que não faz sentido.
Seríamos somente eco de nossas próprias vozes.
Seríamos somente o reflexo da felicidade que desenhamos.
Seríamos apenas passado enquanto poderíamos estar sendo!
Seríamos esta sensação de desperdício
Que experimentamos
Ao saber que uma folha de outono cai em lugares sem testemunha.
Imagina que meus lábios buscam os teus durante a noite,
Inutilmente.
E que meus olhos fechados te reconhecem
Na memória dos nossos travesseiros.
Imagina esta lágrima que está prestes a rolar
E me diga que realmente
Queres partir.
Abra a janela
E veja se não é a própria lua
Que vem despedir-se de você.
Olhe para o céu
E pergunte às estrelas
Se amanhã vão estar brilhando dessa maneira,
Já que você não mais estará por aqui.
Pergunte ao vento
Que cantigas vai entoar
Se já não serão teus cabelos que vão estar ondulando perto de mim.
Imagine um passarinho
Que já não pode voar de tão pesado,
Já que a tua leveza não embala mais meus sonhos de amor.
Imagina que sou poeta sem pluma
E você uma rima que não faz sentido.
Seríamos somente eco de nossas próprias vozes.
Seríamos somente o reflexo da felicidade que desenhamos.
Seríamos apenas passado enquanto poderíamos estar sendo!
Seríamos esta sensação de desperdício
Que experimentamos
Ao saber que uma folha de outono cai em lugares sem testemunha.
Imagina que meus lábios buscam os teus durante a noite,
Inutilmente.
E que meus olhos fechados te reconhecem
Na memória dos nossos travesseiros.
Imagina esta lágrima que está prestes a rolar
E me diga que realmente
Queres partir.
sábado, 8 de setembro de 2007
A TODAS AS MULHERES DA MINHA VIDA!!!
PERLUSTRAÇÃO
Deitada estás nua sobre a cama,
Já esquecida de qualquer ranço de moralidade.
Tua leve penugem repousa sobre poros cansados.
Deitada não percebes meus olhos atentos e perscrutadores
Que te mapeiam o corpo em suave adoração.
Deitada talvez não sintas a ardência do meu olhar
Que te percebe as formas.
Teus pés apontam na minha direção
Como os pés de uma bailarina
Flagrados em uma evolução fotográfica.
Teu tornozelo é uma breve elevação
Que prenuncia o poder de tuas canelas
Rijas e lisas...
Caminho obrigatório para o devaneio de teus joelhos impetuosos.
Tuas coxas...
Ah! Aí mora o perigo!
Tuas coxas possuem músculos definidos,
Apesar de serem roliças na pretensão.
Pieguice, sim,
Mas me lembram pilastras esculpidas em mármore,
Onde está concentrado todo o poder de sedução
De Afrodite,
De Vênus,
De Narciso,
De Onã.
Deitada conduzes meus olhos pelo abismo desenhado por tuas coxas.
Não sem antes me avizinhar de tuas ancas
Num passeio aéreo sobre os montes que formam tuas nádegas.
O vale é paradisíaco,
Dando um baile nos sentidos.
Apelo irresistível a uma queda vertiginosa,
A um mergulho quase que fatal no teu fundo,
Para sair em vôo rasante,
Contornar a montanha de tuas carnes
E se aproximar de tua selva pubiana.
Oh! Perdição das matas!
Amazona dos meus delírios!
A aspereza de teus pelos crespos
Me provocando ao contato mais que sonhado.
Flora que emoldura um tesouro inestimável;
Relva que esconde a entrada do teu Universo.
Tua vagina parece agora pálpebras que se cerraram.
Os grandes lábios se tocam como que esperando por um beijo,
Por uma língua que os afaste suavemente.
O clitóris, afundado no teu íntimo,
Guarda a sensação de um carinho inusitado.
A lembrança dos nossos líquidos misturados
Provoca mais vertigem.
Incrustado no ventre,
Teu umbigo guarda a lembrança das pérolas,
Do mesmo modo que teus seios,
Maçãs colhidas em suculenta maturação,
Seduzem pela memória do paraíso,
Pela reminiscência do Éden revivido no êxtase.
Os mamilos, que se enrijecem ao primeiro contato,
São gotas caídas da noite
Que guardam a seiva da Eternidade;
Alcaparras na aparência,
Transcendentes no sabor.
Ah! Tocá-los...
Sentir-los é mais do que se possa desejar.
Avançar meu toque pelos ombros,
Aproximar minha língua do teu queixo
E me afastar...
Te possuir novamente com os olhos;
Beber de teus lábios a saliva imaginada;
Sugar, à distância, a ponta do teu nariz;
Mordiscar o lóbulo de tuas orelhas
E escorregar a sensação de posse pelas tuas costas abaixo.
Revolver teus cabelos,
Beber teu suor,
Integrar-me à tua pele,
Branca...
Negra...
Não importa...
Te imbuir do meu ímpeto de vida
E te fazer levitar no mar de cores que é o Desejo.
Deitada...
Deitada não sabes como me acendes.
Deitada não sabes como ascendes.
Deitada transformas Tempo e Espaço,
Mudas a dimensão do Orgasmo,
Perturbas o equilíbrio da libido
E roubas o ar de quem te observa,
De cima,
Em inexorável submissão.
Deitada estás nua sobre a cama,
Já esquecida de qualquer ranço de moralidade.
Tua leve penugem repousa sobre poros cansados.
Deitada não percebes meus olhos atentos e perscrutadores
Que te mapeiam o corpo em suave adoração.
Deitada talvez não sintas a ardência do meu olhar
Que te percebe as formas.
Teus pés apontam na minha direção
Como os pés de uma bailarina
Flagrados em uma evolução fotográfica.
Teu tornozelo é uma breve elevação
Que prenuncia o poder de tuas canelas
Rijas e lisas...
Caminho obrigatório para o devaneio de teus joelhos impetuosos.
Tuas coxas...
Ah! Aí mora o perigo!
Tuas coxas possuem músculos definidos,
Apesar de serem roliças na pretensão.
Pieguice, sim,
Mas me lembram pilastras esculpidas em mármore,
Onde está concentrado todo o poder de sedução
De Afrodite,
De Vênus,
De Narciso,
De Onã.
Deitada conduzes meus olhos pelo abismo desenhado por tuas coxas.
Não sem antes me avizinhar de tuas ancas
Num passeio aéreo sobre os montes que formam tuas nádegas.
O vale é paradisíaco,
Dando um baile nos sentidos.
Apelo irresistível a uma queda vertiginosa,
A um mergulho quase que fatal no teu fundo,
Para sair em vôo rasante,
Contornar a montanha de tuas carnes
E se aproximar de tua selva pubiana.
Oh! Perdição das matas!
Amazona dos meus delírios!
A aspereza de teus pelos crespos
Me provocando ao contato mais que sonhado.
Flora que emoldura um tesouro inestimável;
Relva que esconde a entrada do teu Universo.
Tua vagina parece agora pálpebras que se cerraram.
Os grandes lábios se tocam como que esperando por um beijo,
Por uma língua que os afaste suavemente.
O clitóris, afundado no teu íntimo,
Guarda a sensação de um carinho inusitado.
A lembrança dos nossos líquidos misturados
Provoca mais vertigem.
Incrustado no ventre,
Teu umbigo guarda a lembrança das pérolas,
Do mesmo modo que teus seios,
Maçãs colhidas em suculenta maturação,
Seduzem pela memória do paraíso,
Pela reminiscência do Éden revivido no êxtase.
Os mamilos, que se enrijecem ao primeiro contato,
São gotas caídas da noite
Que guardam a seiva da Eternidade;
Alcaparras na aparência,
Transcendentes no sabor.
Ah! Tocá-los...
Sentir-los é mais do que se possa desejar.
Avançar meu toque pelos ombros,
Aproximar minha língua do teu queixo
E me afastar...
Te possuir novamente com os olhos;
Beber de teus lábios a saliva imaginada;
Sugar, à distância, a ponta do teu nariz;
Mordiscar o lóbulo de tuas orelhas
E escorregar a sensação de posse pelas tuas costas abaixo.
Revolver teus cabelos,
Beber teu suor,
Integrar-me à tua pele,
Branca...
Negra...
Não importa...
Te imbuir do meu ímpeto de vida
E te fazer levitar no mar de cores que é o Desejo.
Deitada...
Deitada não sabes como me acendes.
Deitada não sabes como ascendes.
Deitada transformas Tempo e Espaço,
Mudas a dimensão do Orgasmo,
Perturbas o equilíbrio da libido
E roubas o ar de quem te observa,
De cima,
Em inexorável submissão.
sábado, 25 de agosto de 2007
ENTRE SAINT-EXUPERY E STANLEY KUBRICK (em português e español)

DISTÂNCIA CÓSMICA
Daqui do meu planeta
Observo o planeta que escolheste para ser teu.
Daqui do meu planeta
Observo o teu planeta e não te vejo.
Mas sei que, daí do teu planeta,
Observas o meu.
Sei que aí no teu planeta
O dia corre como aqui no meu.
O sol se levanta e se deita
No meu planeta na mesma hora que no teu.
Sei que, quando a noite aqui se derrama,
Encobrindo todo o meu planeta,
Também se faz escuro aí no teu.
É nessa hora que sentas para contar as estrelas...
As mesmas estrelas que conto daqui do meu.
Depois de contadas todas as estrelas,
Com a certeza de que não falta nenhuma,
No teu céu que também é meu,
Deitas de frente para o Universo
E adivinhas o meu desejo,
Assim como eu adivinho o teu.
DISTANCIA COSMICA
Desde mi planeta
Observo el planeta que elegiste para ser tuyo.
Desde mi planeta
Observo tu planeta y no te veo.
Pero se que desde tu planeta observas el mío.
Se que ahí en tu planeta
Los días pasan como en el mío.
El sol desmaya y se levanta
En mi planeta en la misma hora que en el tuyo.
Yo se que cuando cae la noche
Cubriendo todo mi planeta,
También se hace oscuro en el tuyo.
Es la hora en que sientas para contar las estrellas,
Las mismas estrellas que cuento yo desde el mío.
Después de contadas todas las estrellas,
Con la certeza de que no falta ninguna,
En tu cielo que también es el mío,
Te tumbas de frente para el Universo
Y adivinas mi deseo,
Como yo adivino el tuyo.
Daqui do meu planeta
Observo o planeta que escolheste para ser teu.
Daqui do meu planeta
Observo o teu planeta e não te vejo.
Mas sei que, daí do teu planeta,
Observas o meu.
Sei que aí no teu planeta
O dia corre como aqui no meu.
O sol se levanta e se deita
No meu planeta na mesma hora que no teu.
Sei que, quando a noite aqui se derrama,
Encobrindo todo o meu planeta,
Também se faz escuro aí no teu.
É nessa hora que sentas para contar as estrelas...
As mesmas estrelas que conto daqui do meu.
Depois de contadas todas as estrelas,
Com a certeza de que não falta nenhuma,
No teu céu que também é meu,
Deitas de frente para o Universo
E adivinhas o meu desejo,
Assim como eu adivinho o teu.
DISTANCIA COSMICA
Desde mi planeta
Observo el planeta que elegiste para ser tuyo.
Desde mi planeta
Observo tu planeta y no te veo.
Pero se que desde tu planeta observas el mío.
Se que ahí en tu planeta
Los días pasan como en el mío.
El sol desmaya y se levanta
En mi planeta en la misma hora que en el tuyo.
Yo se que cuando cae la noche
Cubriendo todo mi planeta,
También se hace oscuro en el tuyo.
Es la hora en que sientas para contar las estrellas,
Las mismas estrellas que cuento yo desde el mío.
Después de contadas todas las estrellas,
Con la certeza de que no falta ninguna,
En tu cielo que también es el mío,
Te tumbas de frente para el Universo
Y adivinas mi deseo,
Como yo adivino el tuyo.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
ONDE ESTÁ TUA JUBA? OU "TINHA QUE TER UMA FOTO COM O ESTEBAN NESTE BLOG!!!
OS LEÕES QUE DEVORAM HOMENS NÃO TÊM JUBA
Será mera casualidade
A idade da loba?
Ou será boba a mulher em questão?
Se os homens que devoram homens
Estão cada dia mais calvos
Diferem os alvos, as armas é que não.
Será mera casualidade
A idade da loba?
Ou será boba a mulher em questão?
Se os homens que devoram homens
Estão cada dia mais calvos
Diferem os alvos, as armas é que não.
Os leões que devoram homens não têm juba.
Diz o Discovery Chanel.
Será mera coincidência
Essa incidência tão estranha?
Ou será que aquele que perde o cabelo
Mais potência ganha?
Se nada tem a ver
A juba, o cabelo e os leões
Quem há de saber
Onde estão os “senões”?
Como não se devoram homens
Com a mesma freqüência
Com que se perdem os pelos,
Porque preocupar-se
Com a juba, os leões e os cabelos?
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
BRINCADEIRA
.jpg)
BRINCANDO COM A RIMA - ESPELHOS
Não vou questionar tua rima
Porque não quero que duvides da minha.
Se o eco dos teus sentimentos
Não encontra resposta nos meus
Talvez nos falte um espelho.
Se a luz que explode em um destelho
Não brilha nos olhos meus
É que talvez nossos momentos
Ainda não se envolveram em uma rinha
Entre aquele que pede uma assinatura e o outro que firma.
Pode ser que só a repetição
Das tuas águas nas minhas
Faça com que corra sempre esse rio
Entre as fronteiras do querer
E o abismo da sabedoria.
Ou talvez mais fácil seria
Não tentar saber
Onde começa o fio
Que embaraça as linhas
Da vida, do amor, da paixão.
Não sei o que chegou primeiro
Se a minha palavra ou a tua,
Só sei que nunca gritamos
Tudo o que deveríamos gritar
A pleno pulmão aberto.
É mais errado que certo
Tomar partido, julgar
Aquilo que deixamos
Marcado na pele nua
Ao compartirmos o meio com o inteiro.
Não vou questionar tua rima
Porque não quero que duvides da minha.
Se o eco dos teus sentimentos
Não encontra resposta nos meus
Talvez nos falte um espelho.
Se a luz que explode em um destelho
Não brilha nos olhos meus
É que talvez nossos momentos
Ainda não se envolveram em uma rinha
Entre aquele que pede uma assinatura e o outro que firma.
Pode ser que só a repetição
Das tuas águas nas minhas
Faça com que corra sempre esse rio
Entre as fronteiras do querer
E o abismo da sabedoria.
Ou talvez mais fácil seria
Não tentar saber
Onde começa o fio
Que embaraça as linhas
Da vida, do amor, da paixão.
Não sei o que chegou primeiro
Se a minha palavra ou a tua,
Só sei que nunca gritamos
Tudo o que deveríamos gritar
A pleno pulmão aberto.
É mais errado que certo
Tomar partido, julgar
Aquilo que deixamos
Marcado na pele nua
Ao compartirmos o meio com o inteiro.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
MIEDO DE AUSENCIA - JAIR
CASI AUSENCIA
Al contrario de la piel desnuda
Las barbas, cuando se tocan,
No provocan silencio.
La sensación
De dejarse arrastrar por las calles
No es la misma
Que dejarse caer al vacío.
No,
No hablo de ti y de mi,
Hablo de esta noche ancestral que se acerca
Y de la inevitable vuelta a los orígenes de los sentimientos.
Hablo de ese inmenso nada
Que puede provocar tu ausencia,
Esa falta de nosotros.
Todavía
No hemos aprendido a ser dos.
Los sonidos entrecortados que se escapan de nuestras bocas
Aun no lo hicieron al unísono.
Solo puedo pedir que me perdones
Por intentar ser tan genérico
Y acabar siendo tan específico.
Al contrario de la piel desnuda
Las barbas, cuando se tocan,
No provocan silencio.
La sensación
De dejarse arrastrar por las calles
No es la misma
Que dejarse caer al vacío.
No,
No hablo de ti y de mi,
Hablo de esta noche ancestral que se acerca
Y de la inevitable vuelta a los orígenes de los sentimientos.
Hablo de ese inmenso nada
Que puede provocar tu ausencia,
Esa falta de nosotros.
Todavía
No hemos aprendido a ser dos.
Los sonidos entrecortados que se escapan de nuestras bocas
Aun no lo hicieron al unísono.
Solo puedo pedir que me perdones
Por intentar ser tan genérico
Y acabar siendo tan específico.
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