quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

COM OS PÉS NA ÁGUA

Meu livro "COM OS PÉS NA ÁGUA" já pode ser comprado também através do site da Livraria Cultura.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

LANÇAMENTO-SAO PAULO E BARCELONA

Clique nos links abaixo para ver fotos do lançamento do livro "COM OS PÉS NA ÁGUA" na Bienal do livro de Sao Paulo (16/08/2008) e em Barcelona (04/10/2008).
http://picasaweb.google.es/mariodelima29/LANAMENTODOLIVROCOMOSPSNAGUA#
http://picasaweb.google.es/mariodelima29/LANAMENTOBARCELONA#

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O POEMA DO "Q" (algo perverso)

Sabe como se chama a letra "q" em espanhol?
Pois descubra antes de ler esse poema.
Porque, por mais que se entenda de letras,
Letras traduzidas não sempre são as mesmas letras.

Pense no "q" (em espanhol)estando fechado,
E na dor que isso pode resultar.
Pense no "q" (em espanhol) aberto,
E no alívio que isso pode significar.

Já que o "q" (em espanhol) sempre é tema de discussão,
Pense no "q" (em espanhol) como sendo uma solução.
Não há "q" (em português) sem "q" (em espanhol),
Como não há "q" (em espanhol) sem tesão.

Deixe aflorar seu "q" (em espanhol),
Antes que um "q" (em português)
Comece a florir.
Mais vale a doce sensação de fazer o que gosta
Que ter um "q" (em espanhol) que nunca poderá sorrir.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

NA FONTANA DI TREVI ATÉ EU PERCO O TEMOR DE SORRIR

VERSOS BRANCOS - 2

Não pense,
Amor meu,
Que uso a poesia fácil
Para corromper teus anseios.
É que,
Tal e qual nos amores,
Cada palavra,
Quando está num poema,
Bem mais freqüentes vezes do que se imagina,
Acaba buscando sua própria rima.

Por isso,
Quando encontres um verso
Que se possa classificar
De “rima pobre”,
Não culpe o pobre poeta
Que talvez,
E só talvez,
Pensou tratar-se o amor,
Não de apenas carne,
E sim de um sentimento mais nobre.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

UM POEMA SEM IMAGEM

ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO


Pérfida luz que me esconde as sombras.
Por que ocultar-me o assombro desse não-ver?
Não, não é a cegueira que me atrai.
Ao contrário.
O que mais me encanta é a surpresa,
A descoberta,
A inadvertência daquilo que quase se vislumbra.

Sair da sombra pode ser interessante.
Mas mostrar-se à meia-luz instiga muito mais.
Adivinhar ilumina por dentro,
Enquanto desvendar-se pode ser apenas ilusão.


Enquanto caminho por entre as árvores
Talvez perceba um leve sinal de companhia.
Ao sair do bosque pode ser que caia na conta
De que sempre estive em solidão.


À noite os sentidos estão mais aguçados.
De dia é muito fácil enganar-se.
Enquanto a penumbra mostra teu “outro ser”
O mais real caminha na escuridão.


Por isso evito essa luz.
Longe de mostrar-me a verdade,
Pode ludibriar-me os sentidos.
De ribalta basta a vida,
De sentidos compreende melhor a alusão.

domingo, 2 de dezembro de 2007

UM POEMA MEIO SAFADO...


OLHOS DE MACHO


Se não me mirasses com esses olhos de macho
Seria mais fácil resistir.
Terríveis olhos de lince.
Descobrem meus desejos e meus medos.
Jogam com minha insegurança
E se aproveitam da minha respiração ofegante
Para acabar de me invadir a alma.


Se não me mirasses com esses olhos de macho
Talvez eu pudesse escapar,
Disfarçar,
Me dividir.
Mas não...
Ao tentar enfrentar
Esse olhar tão masculino
Fraquejo,
Tremo
E me entrego.

Sei que esses olhos de macho
Podem me trair os sentidos.
Mas sei também que esses olhos
Guardam a essência do que é belo,
Viril e comprometido com o prazer.
Sei que esses olhos de macho
Talvez não atravessem a manhã entre meus lençóis
Mas sei também que deixarão a promessa
De outra invasão,
De outros deleites.
E quando reconhecer em outro alguém
Esses olhos de macho,
Poderei ter,
Como mínimo,
Uma boa lembrança.

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