PARA TUDO! (para Amanda Costa)
Não!
Para tudo!
Que é isso, minha gente?
Fica aqui minha dica:
Pau de dar em doido,
Quando dá em doido,
Mais doido ele fica!
Não!
Isso não está certo!
Troca tudo isso aí!
O doido que dá no pau,
Pau-pérrimo ele fica!
Se alguém não acredita,
De quem que foi mesmo a dica?
Olha...
Vamos falar sério!
Do alto dos meus metroitenta
Não acerto o gude no buraco,
Mas basta me dar um esquenta
Que te moo num tapa e te prendo no sovaco.
Brincadeira, minha gente!
Sou fera assim não!
Eu gosto mesmo é de viver,
Sem raiz, sem leme, sem tino
Gosto muito de sentir e dar prazer!
Briga comigo, fico brava, mas afino!
Agora, mexe comigo pra ver...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Retrato Falado 3
Norma (para Norma Bettega)
Façam uma reverência senhores
À natureza que temos aqui diante
Vamos saudar a nossa terra
Gaia, nossa mãe, nossa filha, nossa amante.
Há animais belíssimos por toda parte
Há cristais com brilho de diamante
Há flores que perfumam a alma
Há beleza atrás e adiante.
Temos sabores que alimentam a alma
Temos sorrisos de delicadeza e ternura
Temos sensações que falam à flor da pele
Temos sensualidade de beleza pura,
E, se hoje, meus senhores
Me dizem que meu olhar é de pura malícia
Só tenho a declarar, meus senhores:
AI, QUE DELÍCIA!!!
terça-feira, 29 de novembro de 2016
RETRATO FALADO 2
CAROL (para: Ana Carolina Costa Santos)
Nem toda flor de primavera
Tem o brilho do amor.
Nem todo sentimento
Tem a beleza de uma flor.
Nem toda flor de inverno
Tem a brancura da neve.
Nem todo amor
Nasceu para ser leve.
Nem toda flor de outono
É como uma estrela cadente,
Mas toda vida
Merece ser reluzente.
Nem toda flor de verão
Brilha como a estrela que ilumina os dias,
Mas toda flor é capaz
De iluminar nossas vidas.
Se primavera, outono, verão e inverno
São capazes de nos encher de brilho e cores,
Você, Carol, com seu sorriso,
Brilha mais forte que a mais bela das flores!
CAROL (para: Ana Carolina Costa Santos)
Nem toda flor de primavera
Tem o brilho do amor.
Nem todo sentimento
Tem a beleza de uma flor.
Nem toda flor de inverno
Tem a brancura da neve.
Nem todo amor
Nasceu para ser leve.
Nem toda flor de outono
É como uma estrela cadente,
Mas toda vida
Merece ser reluzente.
Nem toda flor de verão
Brilha como a estrela que ilumina os dias,
Mas toda flor é capaz
De iluminar nossas vidas.
Se primavera, outono, verão e inverno
São capazes de nos encher de brilho e cores,
Você, Carol, com seu sorriso,
Brilha mais forte que a mais bela das flores!
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
NÚMERO 1 DA SÉRIE "RETRATO FALADO"
LUA-NA (Para Luana Irineu)
Lua no ar
Lua no mar
Lua na flor
Brilho nos olhos
Brilho no dente
Brilho na cor
Quarto crescente
Quarto minguante
Em que quarto for
Me traz lua nova ou cheia
Me traz a lua que estende sua teia
Luana seu sorriso é a expressão mais verdadeira
Do mais verdadeiro amor.
Lua janela
Lua semente
Lua de intenso fulgor
Lua saudade, Luana ausente
Desejo verdadeiro e premente
Do mais verdadeiro amor.
Lua que boia
Lua que pesa
Flutua, estira, retesa
Sensual lascívia sem dor
Lua de êxtase, Luana presente,
Paixão, tesão verdadeiro e crescente
Do mais verdadeiro amor!
LUA-NA (Para Luana Irineu)
Lua no ar
Lua no mar
Lua na flor
Brilho nos olhos
Brilho no dente
Brilho na cor
Quarto crescente
Quarto minguante
Em que quarto for
Me traz lua nova ou cheia
Me traz a lua que estende sua teia
Luana seu sorriso é a expressão mais verdadeira
Do mais verdadeiro amor.
Lua janela
Lua semente
Lua de intenso fulgor
Lua saudade, Luana ausente
Desejo verdadeiro e premente
Do mais verdadeiro amor.
Lua que boia
Lua que pesa
Flutua, estira, retesa
Sensual lascívia sem dor
Lua de êxtase, Luana presente,
Paixão, tesão verdadeiro e crescente
Do mais verdadeiro amor!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
RIO DOCE
“Estou triste”, diria o rio, “a matéria viva que vivia em mim já é passado.”
“Mas estou feliz”, completaria o rio, “os homens de bem choram por mim.”
“Meu leito sujo já não é o mesmo.”
“Minhas lágrimas já não são transparentes.”
“Minhas margens, outrora objeto de admiração,
Hoje não exibem mais que miséria e infâmia.”
“Mas eu voltarei! Meus estertores de agora serão suspiros amanhã.”
“O lodaçal, que não é meu, será reduto de vida no futuro, para mim, pouco distante.”
“Se hoje choram vocês por mim, homens de bem, não se preocupem,
Chegará o momento, esse talvez definitivo, em que chorarei por vocês!”
“Mas estou feliz”, completaria o rio, “os homens de bem choram por mim.”
“Meu leito sujo já não é o mesmo.”
“Minhas lágrimas já não são transparentes.”
“Minhas margens, outrora objeto de admiração,
Hoje não exibem mais que miséria e infâmia.”
“Mas eu voltarei! Meus estertores de agora serão suspiros amanhã.”
“O lodaçal, que não é meu, será reduto de vida no futuro, para mim, pouco distante.”
“Se hoje choram vocês por mim, homens de bem, não se preocupem,
Chegará o momento, esse talvez definitivo, em que chorarei por vocês!”
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
DES-A-PEGAR PARA RE-A-CORDAR
Esta semana comecei um novo projeto, tendo como base meu primeiro livro publicado no Brasil, “Com os pés na água”.
Como tenho um excedente guardado da primeira edição e não estou interessado em colocá-lo à venda, vou “esquecer” aos poucos os exemplares por onde for passando. Quem encontrar o livro decidirá se o leva para ler ou se o deixa para que outra pessoa o encontre.
Além disso, quem levar o livro ainda poderá deixá-lo novamente em um lugar ou transporte público e seguir compartilhando minha obra; ou, caso queira, ficar com o livro para ele(a).
Onze livros já foram “esquecidos” nos mais diversos locais, durante minha viagem entre São Paulo e Ilhéus. Alguns foram “esquecidos” por meus amigos Thaís Marin, Tânia Tiburzio, Adriana e Leo Macias.
Espero receber feedback de quem os encontrou, assim vamos escrevendo uma nova página “com os pés na água e a cabeça nas nuvens”.

Como tenho um excedente guardado da primeira edição e não estou interessado em colocá-lo à venda, vou “esquecer” aos poucos os exemplares por onde for passando. Quem encontrar o livro decidirá se o leva para ler ou se o deixa para que outra pessoa o encontre.
Além disso, quem levar o livro ainda poderá deixá-lo novamente em um lugar ou transporte público e seguir compartilhando minha obra; ou, caso queira, ficar com o livro para ele(a).
Onze livros já foram “esquecidos” nos mais diversos locais, durante minha viagem entre São Paulo e Ilhéus. Alguns foram “esquecidos” por meus amigos Thaís Marin, Tânia Tiburzio, Adriana e Leo Macias.
Espero receber feedback de quem os encontrou, assim vamos escrevendo uma nova página “com os pés na água e a cabeça nas nuvens”.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015
RÉQUIEN PARA UM JOVEM SURFISTA
RÉQUIEN PARA UM JOVEM SURFISTA
Para: Kawai Martins
Meus amigos, estamos aqui para uma homenagem ao nosso Kawai, mas não vamos reverenciar sua ausência e sim sua presença, pois essa partida é apenas uma forma de se fazer presente em todos os lugares. É a forma como Kawai encontrou de se aproximar de todos aqueles que o querem bem. Desta forma ele está em minha boca, quando pronuncio seu nome, está nas lágrimas daqueles que choram por ele, está no sorriso dos que se lembram de suas travessuras, está nas ondas daqueles que surfam e surfarão em sua homenagem, está nessa espuma do mar que chega até a praia num canto de saudade do menino que agora pega ondas em outra dimensão e estará, sem sombra de dúvidas, no coração daqueles que o amaram e o amam, com maior ou menor intensidade.
Hoje temos para oferecer ao Kawai tristeza e amor, mas chegará um tempo em que poderemos oferecer amor e saudade, pois isso é o que nos faz eternos. As dores passam, a tristeza é esquecida e os dias se esgotam. Mas o amor e a saudade não. Estes dois sentimentos não têm fim, não se perdem na poeira da memória e nem são deixados nunca para trás.
Não perdemos um amigo, ganhamos um anjo que sempre estará presente. Somos feitos de poeira de estrela e às estrelas retornaremos para brilhar pela eternidade.
Se é certo que outra estrela, desde ontem, brilha no firmamento, também é certo que a partir de agora Taipus tem seu anjo. Até sempre, Kawai, o anjo surfista das praias de Taipus de Fora.
Para: Kawai Martins
Meus amigos, estamos aqui para uma homenagem ao nosso Kawai, mas não vamos reverenciar sua ausência e sim sua presença, pois essa partida é apenas uma forma de se fazer presente em todos os lugares. É a forma como Kawai encontrou de se aproximar de todos aqueles que o querem bem. Desta forma ele está em minha boca, quando pronuncio seu nome, está nas lágrimas daqueles que choram por ele, está no sorriso dos que se lembram de suas travessuras, está nas ondas daqueles que surfam e surfarão em sua homenagem, está nessa espuma do mar que chega até a praia num canto de saudade do menino que agora pega ondas em outra dimensão e estará, sem sombra de dúvidas, no coração daqueles que o amaram e o amam, com maior ou menor intensidade.
Hoje temos para oferecer ao Kawai tristeza e amor, mas chegará um tempo em que poderemos oferecer amor e saudade, pois isso é o que nos faz eternos. As dores passam, a tristeza é esquecida e os dias se esgotam. Mas o amor e a saudade não. Estes dois sentimentos não têm fim, não se perdem na poeira da memória e nem são deixados nunca para trás.
Não perdemos um amigo, ganhamos um anjo que sempre estará presente. Somos feitos de poeira de estrela e às estrelas retornaremos para brilhar pela eternidade.
Se é certo que outra estrela, desde ontem, brilha no firmamento, também é certo que a partir de agora Taipus tem seu anjo. Até sempre, Kawai, o anjo surfista das praias de Taipus de Fora.
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